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O que a maconha pode causar em seus filhos e como evitar esse mal em sua casa

Estudo recente publicado em 2019 na respeitável revista americana JAMA – Journal of the American Medical Association – Psychiatry, com o título, Associação do Uso de Cannabis na Adolescência e Risco de depressão, ansiedade e suicídio no início da idade adulta, liderado pela Dra Gabriella Gobbi, da Universidade McGill de Montreal, Canadá, mostrou resultados assustadores. O estudo procurou identificar a associação de consumo de maconha em adolescentes e os riscos de depressão, ansiedade e suicídio na vida adulta.

A maconha é a droga alucinógena mais consumida no mundo, sendo que 3,8% da população mundial já teve algum contato ou consumo da mesma. Desta forma, o foco da pesquisa eram adolescentes a partir de 18 anos de idade que usavam a droga e também aqueles entre 18 e 32 anos de idade, também usuários. Para isso foi realizado um tipo de estudo chamado meta-análise, onde é feito uma criteriosa avaliação e levantamento de estudos confiáveis para o resultado. O total foram de 11 pesquisas prévias e ao todo 23 317 indivíduos e a comparação entre usuários e não usuários de Cannabis sativa, maconha.

Os resultados foram assustadores:
Quando comparados adolescentes usuários de maconha com adolescentes não usuários, os resultados foram:

  • risco 37% maior de desenvolver depressão na idade adulta.
  • risco 50% maior de ideação suicida na idade adulta.
  • risco de tentativa de suicídio triplicado na vida adulta.

Conclusão dos autores: “a alta prevalência de adolescentes consumindo cannabis gera um grande número de adultos jovens que podem desenvolver depressão e comportamento suicida atribuíveis à cannabis.Em resumo, as conclusòes do estudo mostram que o uso de maconha antes dos 18 anos de idade está ligado a um aumento na probabilidade de depressão 1,4 vezes maior do que naqueles adolescentes que nunca fumaram a droga e também um aumento de idéias suicidadas em 1,5 vezes maior nos usuários

Este é realmente um importante problema de saúde pública, que deve ser adequadamente abordado pelas políticas de saúde pública”. Enfatizam que as políticas de prevenção devem “educar os adolescentes a desenvolver habilidades para resistirem à pressão do grupo para usarem drogas”.

Mas como os pais devem previnir para que seus filhos não usem drogas? Há algumas maneiras, mas baseado em trabalhos comunitários e também em relatos de profissionais que trabalham com viciados em drogas, podemos propor algumas dicas úteis:

1- Choque! Literalmente chocar a criança ou adolescente. De acordo com a idade e com preparação, os pais devem mostrar vídeos chocantes de usuários de drogas, em situações estremas, de abstinência, caquexia, delírios e outras afins. A criança tem que ter em sua cabeça a idéia fixa de nunca nem experimentar drogas, o que é a porta de entrada e o caminho para outras drogas. Pegue pesado agora! Não há uma idade mínima para isso ser feito. Na rede mundial de computadores tem muitos vídeos disponíveis, basta pesquisar.

2- Consequências Legais e sociais.Também com vídeos ou materiais disponíveis na internet, mostrar as implicações legais, possíveis ações da lei e consequências sociais que a droga pode causar para futuro da criança.

3- Visitar centros de recuperação e reabilitação de usuários. A visita deve ser devidamente assistida, para que a criança ou adolescente veja o que a droga pode causar. Dependendo da idade, e também do local, pode ser que a criança ou adolescente possa saber e vivenciar melhor a degradante experiência do vício.

4- Convívio social. Estimule seus filhos a terem contato saudável, estimulando grupos de música, esportes, religião ou de estudos. Uma dica preciosa são Jogos de tabuleiro, para reunir os amigos em casa. Esta é hoje uma prática adotada em muitos lares, pois evita que os filhos fiquem sempre expostos aos perigos da diversão noturna em bailes, boates e festas madrugada a fora. Ao invés disto os jovens podem se reunir em casa, com amigos em um ambiente saudável

5- Acolhimento. Amor, diálogo, compreensão e entendimento mútuo. Pais presentes, atuantes em um núcleo familiar ou domiciliar são armas preciosas para se evitar este mal, que entra às vezes, pela porta da frente de nossas casas e se instale em nossas famílias. A regra é nunca, nunca experimentar!

Fonte: Jama – Psychiatry 

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